quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Entrevista com a talentosa Claudia Castelo Branco


Olá, pessoal. Hoje o blog entrevista a talentosa cantora e musicista Claudia Castelo Branco.



1 Cantora, compositora e que gosta de parcerias. Conte um pouco da sua história musical.

Minha história musical começou aos 5 anos, quando tive o primeiro contato com o piano. Desde então passei a estudar música diariamente. Sempre me interessei por composição, e quando ingressei na faculdade de piano também iniciei o curso de trilhas sonoras para cinema com David Tygel, tendo formado um grupo de composição para imagem chamado "Banda Sonora". No ano seguinte fui para os EUA estudar composição em Ithaca Colege (NY). Quando retornei ao Brasil, voltei para a UFRJ e entrei para o "Ofelex", grupo de criação e performance de música experimental eletrônica, onde conheci Bianca Gismonti. Ao mesmo tempo, iniciava as pesquisas de piano preparado e de ritmos brasileiros ao lado de Claudio Dauelsberg, que havia sido meu professor de piano popular na faculdade. A partir daí nasceu, em 2003, o PianOrquestra, grupo de música instrumental que explora o piano de forma não usual, onde permaneci até o fim de 2007. Dois anos depois veio o "Duo Gisbranco", um duo de pianos com repertório todo de música brasileira, algo que também não era muito comum. Em 2007 gravei o DVD "10 mãos e um Piano Preparado" (2007) com o PianOrquestra, em 2008 O CD "Gisbranco", que foi o disco de estréia do duo, depois o CD "Flor de Abril" (2011), com o qual fizemos turnês por toda Europa. A partir do lançamento deste disco eu comecei a me dedicar mais a canção, e lançamos o clipe da música "Serra do Céu", uma canção minha com letra de Marcos Campello. E começamos, eu e Bianca, a compor as músicas do CD "Pássaros" (2018) que acaba de ser lançado, todo com letras de Chico Cesar. Nesse intervalo também lancei, em 2016, o CD "Você na Nuvem", todo com canções compostas em parceria com Marcos Campello. 

2 Nesses dez anos de carreira quais foram as maiores dificuldades que você enfrentou?

As dificuldades de hoje são bem diferentes das que encontrei no início da carreira. Eu e Bianca passamos 3 anos tocando antes de lançar nosso disco de estréia. Isso ainda era possível, primeiro se estruturar e se conhecer, e o CD ser um registro daqueles anos juntos, algo mais concreto. Hoje em dia, existe a necessidade de ter um disco antes mesmo de ter subido no palco. Qualquer lugar que você queira tocar exige que você tenha disco lançado recentemente. Isso faz com que o artista, muitas vezes, registre um trabalho que não está amadurecido ainda. Eu sinto muito mais dificuldade hoje do que há 13 anos atrás, quando começamos. Sinto o mercado hoje muito mais fechado. Acho que a maior dificuldade que passei aconteceu nesses últimos anos, onde foi necessário um investimento muito alto para gravação de discos e ao mesmo tempo uma escassez de shows. Um momento em que o artista se pergunta se é possível continuar. Mas eu continuo acreditando que sim!

3 Seu timbre vocal lembra o da Roberta Sá. Quais são suas referências musicais?

A Roberta é uma das referências também, na verdade todas as grandes cantoras do Brasil me fascinam, cada qual com suas características. Minhas referências musicais são bem divergentes, sou admiradora profunda da música folclórica, regional e nordestina. Ao mesmo tempo também ouço muita música contemporânea, gosto de tudo que é experimental. E nesse meio do caminho aparecem cantoras como a Mônica Salmaso, Ná Ozzetti e Juçara Marçal, que são fontes de inspiração. 

4 Fale sobre seu novo trabalho: Pássaros

"Pássaros" nasceu lentamente, eu e Bianca começamos a compor algumas canções com letras de Chico César, poesias que ele enviava pra gente, desde 2009 ficamos muito amigos. Depois de termos feito em torno de umas 5 canções, começamos a pensar em fazer um disco inteiro, mas a ideia foi se cristalizando aos poucos. Quando terminamos de compor as 15 faixas do disco, nos dedicamos a entender como funcionariam as canções com o acompanhamento do piano, como era esse diálogo. E também nos sentimos estimuladas a estudar canto, a nos conectarmos com a voz para poder dar vida a todos aqueles poemas. Esse disco gerou uma grande revolução na nossa forma de pensar a canção, na nossa forma de cantar, de tocar, de se expressar. Foi uma intensa pesquisa de quase 7 anos. Convidamos algumas participações especiais que foram essenciais: Mônica Salmaso, André Mehmari, Sérgio Santos, Jaques Morelenbaum, Eugênio Dale e Batista Jr. As gravações começaram em 2014 e terminaram em 2016. Tudo foi esculpido com muito cuidado, até a arte do disco, que ficou nas mãos de Luciane Nardi a partir de  fotografias do Daryan. 

5 Como foi fazer a trilha musical do filme Brinquedo Novo

Foi maravilhoso poder retornar a composição para imagem, e ao mesmo tempo fazer isso ao lado da Bianca, que pensa e sente muito parecido comigo. Foi um trabalho muito prazeroso e que gerou muitos bons frutos. O filme ganhou muitos prêmios. 

6 Qual conselho você daria pra quem quer seguir carreira musical.

Sempre digo que deve haver um amor profundo pela arte, pois o caminho é realmente difícil. Não tem receita de bolo, cada artista vai encontrar o seu, e é por isso que é mais demorado do que uma carreira comum, como Direito ou Engenharia. Diariamente você "recalcula rota". Mas é muito recompensador.



E então, gente? Deu gostinho de quero mais? Para curtir o som mais novo da dupla, é só conferir o CD "Pássaros", na loja Distribo e, em breve, na Livraria da Travessa:


Até a próxima!


domingo, 14 de janeiro de 2018

Conexão Solidão


Já imaginou um mundo sem internet e sem celular??
Esse mundo já existiu e - não faz muito tempo - a geração dos anos 90 vivia uma realidade bem diferente da atual. Brincava-se na rua sem precisar usar whatsApp, Instagram ou Facebook.
Existia telefone fixo e ficava-se ao lado dele aguardando a ligação de amigo, namorado, família...
Hoje tudo está diferente, mas será que estamos mais próximos? Será que temos relacionamentos sinceros e profundos? Temos amigos verdadeiros, daqueles com quem podemos desabafar nossos sonhos e frustrações sem sermos execrados na praça pública da internet?
Evoluímos tecnologicamente. E emocionalmente, como estamos?
A peça nos conduz, muitas vezes de forma leve e divertida, a uma reflexão sobre nossos comportamentos e vícios nas redes sociais.
Vale a pena assistir!

Através da tecnologia e das redes sociais estamos mais conectados com o outro? Ou estamos sofrendo uma vingança da voracidade humana? 
Tentar fazer mais em menos tempo nos torna cada vez mais descartáveis e solitários? O tempo da informação, do algoritmo, consegue dar conta da nossa complexa subjetividade? 
Conexão Solidão apresenta fragmentos em cena que propõem essa reflexão.  Angústia   humor  se  entrelaçam  criando um mosaico  de situações que "compartilham" com o público essas ideias. A relação com o outro existe ou viramos todos objetos virtuais e, portanto, deletáveis?"

Uma ideia original: Daniel Herz
Texto: Criação Coletiva
Direção: Daniel Herz
Assistente de direção: Carol Santaroni

Elenco:
 
Bruna Steiner 
Carol santaroni 
Graziela Dalbosco 
Juliana Souza Lima 
Kaique Bastos   
Laura Storino  
Leo Armada 
Luisa Ferrari 
Mariana Maffia 
Mário Sampaio 
Moisés Meireles 
Natalia Knaack 
Raphael Zaremba 
Renata Nascimento 
Roberta Brisson 
Vinicius Bertoli 
  
Iluminação: 
Guiga Ensa 
Trilha sonora:
 Carol Santaroni 
Operador de som:
 Magno Myller 
Programação Visual:
 Lucas Rocha 
Assistente administrativa: 
Carolina Hinterhoff
Direção de Produção: 
Laura Storino e Roberta Brisson 
Produção Executiva:
 Leo Armada 

Temporada de 13 a 28 de Janeiro
Quando: Sábados e Domingos
Horário: 20:00
Onde: Casa de Cultura Laura Alvim
Av Vieira Souto , 176- Ipanema
Telefone: 2332-2016
valor: R$40 ( Inteira) R$ 20 (Meia)
Classificação etária: 16 Anos
Cotação do Blog: Bom

domingo, 7 de janeiro de 2018

Deus Salve o Rei









Durante minha infância ouvi e li várias histórias encantadoras sobre príncipes, princesas, castelos, amor, conspirações...
Atualmente, algumas séries também retrataram esse universo Medieval alcançando sucesso com várias temporadas.
A Rede Globo decidiu inovar na teledramaturgia, investindo em alta tecnologia de imagem, som e cenários impecáveis, além dos lindos figurinos.
A novela está sendo gravada em dois galpões medindo mais de dois mil metros quadrados. As cenas terão inserção de computação gráfica. A equipe viajou por mais de 8 países europeus para captar imagens de castelos e paisagens que serão usadas nas cenas.
A trama vai começar com a disputa do trono por dois irmãos, Afonso e Rodolfo, netos da rainha Crisélia. Afonso se apaixonará pela plebeia Amália e abrirá mão de assumir o trono.
A vilã Catarina, filha do rei Augusto, foi prometida a Rodolfo, mas ela não aceitará casar com ele e lutará para comandar o reino do pai.
A novela terá uma estreia à sua altura: 16 salas de cinemas vão exibir o primeiro capítulo. A Globo fechou parceria com a Dolby Internacional e a rede UCI.
Com um elenco maravilhoso, uma trama bem escrita, cenários, figurinos e uso da tecnologia para aprimorar o trabalho, tenho certeza de que a novela vai nos aprisionar em frente a TV!
Deus salve o Rei tem todos os atributos para ser levada ao topo de audiência!
Vida Longa ao Rei!

Conheça alguns personagens principais:

Afonso (Rômulo Estrela)
Neto da Rainha Crisélia (Rosamaria Murtinho), foi preparado para assumir o trono, mas desiste de tudo após conhecer a plebeia Amália.
Amália (Marina Ruy Barbosa) 
Dona de um temperamento forte, trabalha na feira de Artena. Namora Virgílio (Ricardo Pereira) há anos, mas acaba se apaixonando por Afonso.
Catarina (Bruna Marquezine)
Sucessora do rei Augusto (Marco Nanini), a princesa tem planos ambiciosos para seu reino, e não medirá esforços para conquistar seus objetivos.
Cássio (Caio Blat)
Comandante do exército de Montemor, braço direito e conselheiro de Afonso. Cobra de todos ao redor a mesma conduta ética e exemplar que se empenha em seguir.
Rodolfo (Johhny Massaro)
Irmão caçula da Afonso. É irresponsável e só quer aproveitar as mordomias da vida de príncipe.
Vai se mostrar um homem ambicioso quando o irmão abdicar do trono.
Lucrécia (Tatá Weneck)
Controladora, é a futura mulher de Rodolfo (Johnny Massaro), que enfrenta pressão para se casar após assumir o posto de Rainha. Conhece o marido no dia do casamento.
Constantino (José Fidalgo)
O duque de Vicenza é sedutor e faz o estilo cafajeste, mas sabe se comportar como fidalgo quando julga necessário. Vai se envolver com a princesa Catarina.
Virgílio (Ricardo Pereira)
Comerciante de tecidos e namorado de Amália. Com o fim da relação mostra seu lado machista e possessivo e se revela um sujeito amargo e rancoroso.